Ao assistir um vídeo de Sir Ken Robinson, super popular sobre os paradigmas da educação ficou ainda mais evidente a minha vontade de compartilhar ideias sobre como nossa educação poderia funcionar de forma diferente.
Sabemos que o modelo de economia global está mudando e se queremos construir algo interessantemente novo, devemos criar uma nova maneira de aproveitar toda a criatividade e o potencial intelectual do ser humano.
O que temos hoje e desde a nossa infância são crianças espetacularmente criativas e inteligentes.
Sempre dizemos que estão à frente da sua idade biológica, tal é a capacidade de eloqüência e raciocínio que possuem, em contraste com a sua pouca idade.
Dos 10 aos 17 anos, percebemos a quantidade de informação que acumularam, certa consciência política, ambiental e algumas vezes, social também.
Dos 18 aos 21 é chegada a hora de entrar para a faculdade, depois graduam, fazem seus cursos por influência da família, das classes sociais que seus familiares representam e por último, por suas "próprias vontades", assim nesta ordem.
Sempre me pergunto por que grande parte da classe média alta da minha geração fez Direito, Odontologia ou Medicina? Gostaria de entender, parece que a classe social determina o gosto dos jovens por essas disciplinas, influenciando milhões de processos cerebrais, cognitivos, instintivos, subconscientes, inconscientes, etc. A verdade é que a posição social que ocupam ora obriga a fazer tais cursos, ora conquista a mente dos indivíduos nesse sentido. Não há nada contra os cursos, ou querer graduar neles, mas o que é de destaque é a influência que as pessoas sofrem para abraçá-los.
Porém, aqui está o mais importante. Nossa geração entrou em contato com o que há de mais interativo no mundo, games off e online, redes sociais, internet, mídias tradicionais e não-tradicionais aos montes, liberdade de ir a qualquer lugar do planeta e infinitas formas de matar nossas curiosidades. O mundo se tornou mais "interessante", dinâmico, vibrante, cosmopolita.





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